A liderança é uma habilidade de
influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir
objetivos comuns inspirando confiança por meio da força do caráter.
As habilidades são facilmente
transmitidas e incorporadas pelo treinamento e não depende de um fator genético.
O conhecimento também é relativamente fácil de ser transmitido e
incorporado. Nas atitudes é que residem os problemas difíceis
de ser adquiridos.
E nas atitudes é que se forma e se
identifica um líder. Para moldar ou eliciar uma atitude, ou conjunto de
atitudes, uma sala de aula é um espaço físico e temporal muito pequeno para a
transmissão e a incorporação. Por isso estamos costumamos a ouvir que as
atitudes vêm do berço. Mas elas não são imutáveis e
podem ser aprendidas, apesar das dificuldades.
Por estas razões eu diria que a liderança pode ser aprendida.
Não somente pode ser aprendida, mas
deve ser estimulada nas organizações.
Os
administradores não são necessariamente líderes. Os líderes e administradores
diferem em suas concepções. Administradores tendem a ver o trabalho como um
processo capaz de envolver algumas combinações de pessoas e idéias interagindo
para estabelecer estratégias e tomar decisões. Enquanto os administradores
trabalham para limitar escolhas, o líder trabalha em direção oposta
desenvolvendo novas possibilidades para problemas antigos e, desta forma,
ampliando opções.
Na
vida real precisamos de ambas as qualidades: um gerente sem habilidades de
liderança é um mero burocrata, e um visionário que não saiba implementar suas
visões vai acabar fazendo a organização se perder.
Esta
posição é ratificada por Chiavenato (1999, pp. 554-560) que, depois de discutir
as proposições sobre as possíveis diferenças entre liderança e chefia, acaba
por afirmar que “Um bom administrador deve ser necessariamente um líder, mas um
líder nem sempre é um administrador.”
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