sexta-feira, 18 de maio de 2012

A liderança pode ser aprendida?


A liderança é uma habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir objetivos comuns inspirando confiança por meio da força do caráter.

As habilidades são facilmente transmitidas e incorporadas pelo treinamento e não depende de um fator genético. O conhecimento também é relativamente fácil de ser transmitido e incorporado. Nas atitudes é que residem os problemas difíceis de ser adquiridos.

E nas atitudes é que se forma e se identifica um líder. Para moldar ou eliciar uma atitude, ou conjunto de atitudes, uma sala de aula é um espaço físico e temporal muito pequeno para a transmissão e a incorporação. Por isso estamos costumamos a ouvir que as atitudes vêm do berço. Mas elas não são imutáveis e podem ser aprendidas, apesar das dificuldades.

Por estas razões eu diria que a liderança pode ser aprendida. Não somente pode ser aprendida, mas deve ser estimulada nas organizações.

Os administradores não são necessariamente líderes. Os líderes e administradores diferem em suas concepções. Administradores tendem a ver o trabalho como um processo capaz de envolver algumas combinações de pessoas e idéias interagindo para estabelecer estratégias e tomar decisões. Enquanto os administradores trabalham para limitar escolhas, o líder trabalha em direção oposta desenvolvendo novas possibilidades para problemas antigos e, desta forma, ampliando opções.

Na vida real precisamos de ambas as qualidades: um gerente sem habilidades de liderança é um mero burocrata, e um visionário que não saiba implementar suas visões vai acabar fazendo a organização se perder.

Esta posição é ratificada por Chiavenato (1999, pp. 554-560) que, depois de discutir as proposições sobre as possíveis diferenças entre liderança e chefia, acaba por afirmar que “Um bom administrador deve ser necessariamente um líder, mas um líder nem sempre é um administrador.”



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